terça-feira, 1 de março de 2011

Movimento Salvador pela Paz Clama por providencias, já !!!


Salvador, capital baiana, conhecida pela alegria de seu povo hoje pede socorro. A violência esta em toda parte. Da periferia ao centro, não há mais lugar seguro. Se os condominios tem seguranças particulares os seus moradores podem dormir. Os outros, que não tem dinheiro para pagar seguranças ou vigias, que fiquem acordados e apavorados. Ninguem mais chega ou sai de casa sem ser assaltado. Uma vergonha!!!


Bairros como Tancredo Neves e São Cristóvão, integram a lista dos locais considerados com maior índice de violência. No subúrbio ferroviário também não é diferente. Comerciantes do bairro de Periperi reclamam da falta de segurança no local.

Mas não é só a periferia que sofre com a violência. No centro da cidade os bandidos também atacam em plena luz do dia. Parar nas sinaleiras, é uma “roleta russa”, tornou-se um grande risco. De acordo com a polícia, no inicio da manhã e no começo da noite, horário de grande movimento no trânsito, são os mais perigosos, porque é quando os bandidos aproveitam o engarrafamento e a parada no sinal para agirem. Nos bairros da Pituba e Itaigara a situação é alarmante.


A Estação da Lapa, além do aspecto de abandono e fedentina, também é local de ação de assaltantes e baderneiros. As pessoas ( passageiros) andam assustadas e sentem-se abandonadas. Ninguem sabe a quem recorrer.


Bairro outrora tranquilo como Acupe de Brotas, hoje é palco da ação de bandidos. A pé ou de moto, eles entram em ruas como a Bezerra Lopes, causando pânico aos seus moradores.Até a Igreja já foi assaltada !!!

Os moradores do Acupe de Brotas hoje vivem alarmados com a onda de violência que toma conta do bairro. As casas estão sendo invadidas e não há ronda e nem modulo policial para que os marginais sintam-se inibidos na ação. São em média 3 assaltos por dia. Eles entram nas casas em plena luz do dia. Os moradores estão apavorados e alguns já estão pedindo porte de arma.

A violência tem causado tanto medo, que hábitos estão sendo mudados. Ir no mercadinho ou na padaria requer cuidado e atenção. Nada de ir a qualquer hora e sozinho. Insegurança e diversos outros problemas fazem os baianos sorrir cada vez menos.


A retirada dos modulos políciais foi um desserviço à população. Os políciais não fazem ronda em todos os bairros e andar um carro atras do outro não resolve. Queremos a prevenção dos crimes e não a ação posterior. Chamar a polícia depois de ser assaltado ou ter a casa invadida não resolve e não tira o trauma.

O Movimento Salvador Pela Paz é a favor da volta dos Modulos Policias e criação das Unidades Pacificadores, Já!!!

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Já é Carnaval, acorda Bahia pra ver...



O termo carnaval, palavra do século XI, tem origem no latim carnem levare ou carnelevarium, que significava a véspera da quarta-feira de cinzas, isto é, a hora em que começava a abstinência da carne durante os quarenta dias nos quais, a Igreja católica proibia seus fiéis de comer carne.



Festa popular que acontece nos dias que antecedem o início da quaresma. O carnaval, embora centrado na fantasia, na música, na dança, apresenta características distintas nas cidades em que se popularizou.



No Brasil, o primeiro carnaval surgiu no século XVII, promovido pelo governador Salvador Correia de Sá e Benevides em homenagem ao rei Dom João IV, restaurador do trono de Portugal. Hoje é uma das manifestações mais populares do país.


Na Bahia, O Carnaval de Salvador está no Guinness Book como a maior festa de rua do mundo. Já Recife possui o maior bloco de carnaval do mundo: Galo da madrugada


No carnaval tudo é " permitido". Tem-se licença momesca para tocar, falar e dançar o que quiser. Mistura-se sertanejo com clássico e axe com hip hop. Todos os ritmos são tocados, todas as correografias são permitidas no vai e vem dos trios elétricos. Mas, devemos lembrar que carnaval é, além disso, muitas outras coisas importantes com seus impactos possitivos e também negativos



Um das principais impactos possitivos do carnaval é na economia; ha uma inegavel geração de emprego e renda; do vendedor de agua mineral ao catador de latinhas. Dos caches de artistas aos cordeiros, tudo é diversão mas principalmente trabalho e renda. Turistas do mundo inteiro lotam hoteis e pousadas, aumentando consideravelmente o consumo o que beneficiam os varios setores de serviços da cidade.





Dos aspectos negativos podemos citar: prostituição, aumento da violência, sujeira e mau cheiro na cidade, maior contagio por DSTs (embora existam campanhas de prevenção os foliões não se previnem).Também aumento consideravel de consumo de drogas.



Os podres públicos, devem reforçar as campanhas de prevenção tanto de doenças quanto de violência.


Claro que o carnaval não apaga as desigualdades sociais e elas são perceptíveis nos desfiles dos bloicos: quem esta dentro das cordas pode pagar e os outros que se apertam na pipoca entre os cordeiros e os ambulantes, esses não podem pagar. ha uma hierarquização e uma separação pelo poder econômico.



As castas sãos duas e aparecem perfeitamente desenhadas nos cortornos das avenidas: A " de dentro" e a " de fora" das cordas. É a privatização das avenidas e do carnaval



Também temos muitas polêmicas especialmente envolvendo trabalhadores do carnaval. Quando não são os baixos caches de músicos são as míseras diárias de cordeiros.Fazem anos que os cordeiros lutam por uma remuneração mais justa e condições mais adequadas de trabalho uma vez que os mesmos, alegam beber agua quente fornecida pelos blocos durante o percurso, alem do estado de exploração com a diaria hoje em média de R$ 28,00.



Claro que apesar dos aspectos negativos acima mensionadas, o carnaval ainda pode ser uma grande festa, sem prejuízos aos trabalhadores, com responsabilidade e principalmente com muita paz.



Somos um povo " a mais de mil" e o nosso carnaval além de uma grande festa, é palco da diversidade cultural: gente de todas as raças, credos, sotaques, lugares e culturas se encontram nas avenidas..


Jupiraci Borges

Coordenador do Movimento Salvador Pela Paz



" Ja é carnaval, cidade

acorda Bahia pra ver..."

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Fátima Mendonça causa furdunço em bancada baiana; Reação de Maria Luíza e Pelegrino é esperada


Caíram como uma bomba na bancada federal baiana as declarações da primeira-dama do Estado, Fátima Mendonça, hoje, ao Terra Magazine, classificando o prefeito João Henrique (PMDB) de “medíocre” e afirmando que pode ser “uma esperança” para Salvador em 2012.

Desejosos de sangue, um grupo de parlamentares do governo e da oposição se reuniu agora há pouco num salão próximo ao plenário para especular sobre a suposta “necessidade” de reação da primeira-dama municipal e deputada estadual Maria Luíza (PSC), defensora ardorosa do marido, ante o petardo de Fatinha, como é chamada pelos íntimos.

Um dos presentes chegou a lembrar que, momentos antes de romper com o PMDB e seus caciques, os irmãos Lúcio e Geddel Vieira Lima, durante a campanha passada, os dois casais se tornaram próximos e João e Maria passaram, inclusive, a frequentar o Palácio de Ondina. Como o veneno escorria para todos os lados, houve quem lembrasse que o deputado federal Nelson Pelegrino, único pré-candidato declarado hoje no PT à Prefeitura, também não deveria estar nada “gostoso” com a dimensão “nacional” que o nome de Fátima Mendonça, muito ajudada “por amigos”, anda tomando.

Fonte: Politica Livre

sábado, 29 de janeiro de 2011

SALVADOR: Sem cidadania não há turismo.

A atividade turística tem uma importante contribuição para a arrecadação de tributos e, por conseguinte, no fornecimento de equilíbrio orçamentário nos diversos níveis de governo (federal, estadual e municipal)


Efeitos multiplicadores de renda, produção e emprego – uma determinada despesa no consumo de bens e serviços desencadeia uma série de efeitos no sistema econômico, chamados “multiplicadores”.


O estado da Bahia tem forte apelo turístico. Tudo na Bahia tem potencial turístico: gastronomia,eventos, um litoral belíssimo, chapadas, caatingas e cerrados. Do aboio dos vaqueiros no meio do sertão de Canudos ao som do trio elétrico no Farol, a Bahia pulsa e convida ao turismo. Mas, nem por isso é o estado mais visitado. Tem vocação mas não consegue emplacar. Vários fatores afastam os turistas de nosso Estado e dentre esses, a violência.

Também Salvador, que apesar de possuir características e, principalmente, vocação para abarcar esse seguimento de mercado devido a riqueza cultural e levar o título de primeira capital do Brasil (o que da um charme a mais) não é a mais visitada. Isso porque, Salvador possui indicadores e condicionantes relativos a cidades de países subdesenvolvidos. A concentração de renda é uma das mais altas do país, a população convive ainda com doenças de período colonial, como tuberculose e dengue, o consumo de crack esta em cada esquina, numa mostra de decadência e de miséria social e a cidade fede. Tudo isso junto e o crescimento assustador da violência, afasta os turistas, especialmente os estrangeiros.


Para que o nosso turismo seja verdadeiramente eficiente e de qualidade, precisamos, primeiramente, ajustar alguns “déficits” que os poderes públicos e a própria atividade turística insiste em esconder. A Bahia e claro nossa capital, continua com alto índice de desempregados, contribuindo para o agravamento das desigualdades sociais e o crescimento assustador da violência. Sem cidadania não há turismo.

Considerar que uma cidade onde há uma grande disparidade nos benefícios sócio-econômicos sejam estes em moradia, transportes, saúde, educação, existe uma tendência de seus moradores apresentarem um baixo nível cultural e um receptivo ruim. Estes influenciam para que os turistas não retornem aos lugares visitados.

O envolvimento dos moradores nas atividades é fundamental para que se ampliem os benefícios advindos do turismo e se minimizem os problemas sociais. É necessário que seja feito um trabalho de desenvolvimento desses setores voltados para as comunidades moradoras a fim de uma mudança nesse quadro, visto que, o bem-estar dos moradores e o aumento do fluxo de visitantes andam lado a lado.


É nesse ambiente de paradoxos e incertezas que, seguimos para sediar a COPA 2014.

Jupiraci Borges
Coordenador do Movimento Salvador Pela Paz

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Ong Baiana Lança Campanha Pela Paz



No próximo dia 06 de janeiro de 2011, o Instituto Baiano Da Paz através do Movimento Salvador pela Paz vai promover o evento Um Abraço Pela Paz – Campanha A Bahia Pela Paz.


O Movimento Salvador pela Paz pretende mobilizar toda comunidade soteropolitana para, de mãos dadas dizer Não a violência Urbana. Uma tarde dedicada a atividades culturais e educativas marcando o inicio da Campanha A Bahia Pela Paz .


Participam da organização do evento:Movimento Salvador Pela Paz, Instituto Baiano da Paz, Estudantes rede publica, entre outros.

Durante toda tarde, uma série de manifestações artísticas terão como palco o Cristo na Barra.


Atividades como roda de capoeira, bonecões, recitais de poesia, mostras de artesanatos vão ser realizadas no Cristo.

O objetivo do Movimento Salvador Pela Paz é, atraves do Abraço Pela Paz – Campanha A Bahia Pela Paz chamar atenção para a violência que assola nossa cidade e rouba dos cidadãos e cidadãns o direito à cidade e a cidadania. A manifestação é pacifica.Uma atitude em defesa da vida. " O Cristo na Barra sera palco de afirmação da solidariedade,fraternidade e paz. Onde manifestaremos nossa decisão de transformar a cidade em que vivemos em um lugar pacifico, alegre e para todos e todas". disse Jupiraci Borges, coordenador do evento.


PROGRAMAÇÃO:


Dia 06/01 AS 14h - Concentração no Cristo Barra


* Rodas de Capoeira

* Partido Alto

* bonecões

* brincadeira de roda

* Grupos de Teatro

Mais informações através do site www.abahiapelapaz.com.br

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Entrevista Tribuna da Bahia com o Deputado Zezéu Ribeiro


Tribuna da Bahia – Por que tanta dificuldade para emplacar ministros baianos no governo Dilma?


Zezéu Ribeiro – Olha, baianos, já tem até alguns. Tem o Mário Negromonte, que é baiano. Tem a Luiza Bairros, que não é baiana, mas está erradicada na Bahia há muitos anos. A Lúcia Falcón, que é baiana, está em Aracaju, e vai para o Desenvolvimento Agrário. Quer dizer, tem baianos. Eu acho que, no PT, a gente cometeu um erro, porque teve um Ministério muito paulistano. Dos oito primeiros cargos de ministros, eram oito do PT e oito de São Paulo, então, eu acho que isso é um equívoco. Você tinha que pluralizar mais geograficamente esse processo. Depois, se você imaginar uma postura estratégica do crescimento do partido, o Nordeste deu uma vitória mais expressiva. Para você ter uma ideia, o PMDB tem três dos cinco ministros nordestinos, o PSB, dos dois ministros, dois são nordestinos, o PCdoB, possivelmente, terá a Luciana (Santos, PCdoB). Então, a região Nordeste vai ter uma porção de ministros e são ministros não petistas. O PT ficou numa situação difícil em relação a isso e eu acho isso ruim.

Tribuna – Foi uma falha do PT baiano, uma falha do governador?

Zezéu – Não, eu acho que a gente, no PT, sofre. Eu faço política desde a política secundarista. Na política secundarista, universitária, profissional, sindical, a gente tem uma mentalidade daquela coisa da locomotiva puxando os vagões. Veem o Brasil a partir de São Paulo e essa é uma perspectiva ruim e esta se afirma culturalmente nesse processo todo pela pujança, pela importância que se tem em São Paulo, e isso acaba minimizando todas as outras áreas. Faz parte da cultura paulistana, e o PT é dependente desse processo.

Tribuna – O governador Jaques Wagner fala muito da relação pessoal com a presidente Dilma. Ele estaria com dificuldades para garantir espaço na formação ministerial?

Zezéu – Ele colocou as nossas reivindicações. Não foi contemplado, a princípio. É um processo de conquista de espaço. A nível dos investimentos, ele tem conseguido atrair coisas importantes para a Bahia e ele quer projetos, quer alterar esse padrão da Bahia e vai fazê-lo no curso do processo.

Tribuna – A Bahia tem hoje a Integração, a Cultura, o Esporte, a CGU, a Petrobras. Qual deveria ser o espaço do PT baiano na nova formação ministerial?

Zezéu – Isso não é pontificável dessa forma. Você fez, inclusive, uma generalização boa porque você tem dois que estão fora da Bahia há muito tempo e não têm hoje essa ligação com o estado, e não foi por indicação da Bahia. Então, aí a gente pode ampliar. Mas o que a gente tem que ter condição é de ter presença no cenário nacional e ter capacidade de influenciar decisões políticas. Isso se faz através da bancada, através do governador e da representação ministerial também. Eu acho que nesse ponto a gente é credor.

Tribuna – A Bahia teve grande relevância na eleição federal. O PT baiano não estaria sendo desprestigiado pela não presença de um petista na composição do Ministério dela?

Zezéu – Não dá para ficar chovendo no molhado. Eu já coloquei essa questão. Não dá para medir dessa forma. Agora, eu acho que o Nordeste como um todo, o PT do Nordeste como um todo, pela importância, e a Bahia, em particular, terminaram não tendo a representatividade que mereceu no quadro ministerial.

Tribuna – Existe alguma possibilidade de o PT nacional ceder espaço de decisão para outros estados? A Bahia tem pleiteado isso junto à executiva?

Zezéu – A gente não pode fazer guerra, mas temos que lutar por um tratamento diferenciado para o Nordeste porque se a gente trata igualmente os desiguais, a gente acirra a desigualdade. Isso se dá no âmbito das políticas públicas. Temos feito políticas públicas que levaram a um crescimento maior do Nordeste do que a média nacional. Isso se dá através de injeção de recursos e, para isso, a representatividade nesse sentido é fundamental. Então, nós vamos lutar por isso. Eu coordenei a bancada do Nordeste nesses quatro anos e usei esse espaço para podermos trabalhar nessa diferenciação. Agora a gente tem que avançar. A gente precisa ter efetivamente implantada uma política nacional de desenvolvimento regional. Recriamos a Sudene, mas, infelizmente, ela não teve força em posição dos vetos colocados ao projeto e, por inépcia da administração, a gente ficou sem alavancar como deveria e, por essa razão, não criamos o Fundo Nacional de Desenvolvimento Regional, mas criamos o arcabouço de uma política nacional de desenvolvimento regional. Então, quer dizer, são avanços setoriais, pontuais, às vezes gerais, mas acho que não chegam ao desiderato maior e agente vai construindo e, com certeza, alterando essa realidade.

Tribuna – Expectativas para o governo Dilma. Qual será a maior vantagem encontrada e o maior problema herdado, para ser administrado?

Zezéu – Dilma já encontra um espaço aberto para começar. Existe uma resistência ideológica, muitas vezes até dos próprios parceiros, mas o governo Lula conseguiu um sucesso extraordinário, então isso abriu o caminho, é uma grande estrada aberta para isso. Essa é a vantagem que ela tem. Ela foi eleita, inclusive, em cima disso. Claro que a influência pessoal de Lula tem, mas não é porque Lula faz um bom discurso, é também por isso, mas é porque Lula mudou a realidade do povo. Nós criamos um processo de mobilidade social extraordinário com distribuição de riquezas, quebramos o paradigma de que é preciso concentrar para crescer. Entendemos que, para crescer, precisamos distribuir para criar um mercado interno e esse mercado interno fosse indutor do crescimento e isso deu certo.

Tribuna – Formação do secretariado Wagner. Acredita que o governador conseguirá imprimir um ritmo mais técnico à sua gestão?

Zezéu – Na política, a técnica vem como aporte. Nós temos que ter um secretariado com uma perspectiva política concreta, de incrementação dessas políticas e compreensão das prioridades, e que você tenha um respaldo técnico para isso. Então, você tem que fazer a composição desses dois fatores. Tem que ter a capacidade técnica de respaldar uma política concreta de transformação da realidade. Eu espero que as alterações que vão ser feitas, que não vão ser completas - é um governo de continuidade, não de afirmação, respaldado enormemente nas urnas, pela votação expressiva - são só do governador. Mas, por termos eleito a maior bancada do nosso partido e constituído maioria na Câmara Federal e na bancada da Bahia, fazendo na Assembleia Legislativa a maior bancada, por termos eleito os dois senadores, eleito a presidente da República com uma margem espetacular, isso nos dá uma tranquilidade muito grande de estar em sintonia com os anseios populares. Agora, isso não pode parar. Tem que ser respaldado com as forças da sociedade, com movimento social, com empresariado, com o corpo acadêmico, técnico, que escute, que participe, a sociedade organizada como um todo.

Tribuna – Como acomodar tantos partidos em tão poucos espaços no primeiro escalão do governo?

Zezéu – Tem muito espaço. Temos que ocupar esse espaço sem aparelhamento, ocupando-o de forma republicana, mas com o partilhamento das forças. Tem uma crítica à amplitude que está tomando na Assembleia Legislativa. A gente não precisa ser tão grande porque aí a gente traz o inimigo para dormir com a gente e isso é ruim. Então, a gente tem que diferenciar essa questão e não se submeter a uma maioria que termina sendo uma maioria falsa. Tem que agregar mais. Ter uma base mais sólida, mais coesa e consequente nesse processo.

Tribuna – Há um risco para o governador com esse inchaço na bancada governista?

Zezéu – Eu não posse chegar e afirmar isso, mas me cheira a uma coisa que não é boa.

Tribuna – O senhor tem alguma pretensão de participar do governo Wagner?

Zezéu – Eu fui reeleito para ser deputado. Estou buscando meus espaços na Câmara Federal. Acabei de ser nomeado agora como relator da medida provisória (MP) 514, que trata das operações do projeto Minha Casa, Minha Vida. Estou me credenciando para participar esse ano da Comissão do Orçamento, quero continuar o trabalho que venho fazendo na Comissão de Desenvolvimento Urbano, quero participar da Comissão do Meio Ambiente. Então, estou estruturando meu mandato. Essa foi a tarefa que o povo me deu. Se vier uma outra coisa, a gente vai ter que discutir o que fazer, como fazer e que condições a gente vai ter para fazer.

Tribuna – Qual a avaliação do senhor sobre a gestão do prefeito João Henrique?

Zezéu – Eu acho que a administração de João Henrique se apartou da cidade, está a serviço de alguns grupos econômicos. Desde o início passou por dificuldades. Nós fizemos um esforço no primeiro dele de participar, saímos de uma forma que eu acho que foi ruim porque não dialogamos com a sociedade no sentido de mostrar a diferenciação do nosso projeto para o que estava sendo realizado e terminou parecendo um oportunismo eleitoral, retardamos esse processo, saindo sem uma preparação. A população deve ser tratada como aliada, fazendo críticas, mas críticas construtivas, na expectativa de ficar e não na expectativa de sair. Se for fazer uma avaliação a respeito de ficar ou sair, eu assumo também a responsabilidade coletiva disso também, não estamos transferindo para ninguém e o governo foi se esvaindo, perdendo sua legitimidade. Infelizmente, acabamos passando por essa situação.

Tribuna – O que o senhor considera ser o maior erro e o maior acerto da gestão de João Henrique?

Zezéu – Olha, o processo, formalmente, se aplica com a deterioração do plano diretor. O plano diretor foi uma encomenda atendendo a determinados segmentos do setor econômico e não da cidade como um todo. A gente vive, então, uma deterioração do espaço urbano, uma dificuldade cada vez maior de mobilidade, por ações até externas, quer dizer, essa volúpia da indústria automobilística... Cada dia chega mais carro do que nasce gente, essa coisa vai crescendo e não tem solução. Ou a gente enfrenta a questão do transporte de massa e cria outro mecanismo de mobilidade urbana, ou a gente pensa a cidade para trabalhar o não transporte... Quer dizer, as pessoas têm acesso a muitos desserviços, que deveriam ter uma relação de vizinhança e não têm. É necessário induzir a localização de equipamentos públicos e privados, criando vantagens para sua localização. Então, a cidade não é olhada com carinho, é olhada como negócio e, aí, ela perde.

Tribuna – Qual será o posicionamento do PT em relação a João Henrique?

Zezéu – O PT tem que ter um posicionamento com relação à cidade de Salvador. A gente tem que discutir profundamente a cidade de Salvador, levantar políticas públicas, buscar ajudar a administração no sentido de que melhore a qualidade de vida da população e combater os equívocos da gestão. A gente tem que ganhar a sociedade e pensar na sociedade, construir uma sociedade melhor, se comprometer, desde as suas relações de vizinhança, de vida, de cuidados com a cidade. Precisamos saber que cidade a gente quer. Qual a expectativa dela. Vem a Copa do Mundo. O que é que fica depois do mundial? Como é que a gente vai ter essa cidade? Como é que a Copa pode induzir um processo de maior circulação?

Tribuna – O Estado deve assumir um protagonismo maior diante desse processo de carência da administração do município?

Zezéu – Temos que respeitar as instâncias dos dois. Temos objetivos comuns. Temos que debater em qualquer instância, tanto governo federal, estadual e municipal, quanto com o empresariado, que venham a construir PPPs com os entes públicos ou iniciativas privadas específicas, bem localizadas, que estejam articuladas com os projetos da cidade.

Tribuna – E 2012? Pelegrino conseguirá construir unanimidade entorno dele, dentro do partido?

Zezéu – Nelson já foi nosso candidato três vezes. Ele tem um reconhecimento no partido, na sua militância, está credenciado a esse processo e agora é só esperar esses dois anos aí para a gente concluir. A gente não pode discutir esse processo a partir do nome. Eu acho que a gente deve fazer uma revisão profunda. Estou me propondo a ajudar nesse processo para a gente pensar Salvador de uma outra forma.

Fonte: Jornal Tribuna da Bahia

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

A Polícia e a Mídia





Às três horas da manhã encontram-se reunidos na sala do SI de uma Delegacia Territorial que atende a uma área com alto índice de violência doze investigadores de polícia e um delegado, todos protegidos com os seus coletes anti balísticos, pistolas em punho fartamente municiadas, material recentemente adquirido pela Secretaria da Segurança Pública.

Em frente à Unidade, três viaturas novinhas estacionadas, aguardando os guerreiros da tropa que estão prontos para partir para campo, no afã de realizar um bom trabalho, com prisões, apreensão de armas e drogas. Afinal, com isso sonhávamos quando prestamos concurso para a Polícia Civil: a busca da verdade, o desvendar dos mistérios, e elucidação dos mais complicados casos que afetam a tranquilidade da população! Tecnicamente falando, comprovação da materialidade e identificação da autoria dos fatos delituosos.

Em cima da mesa do delegado, além da pizza com guaraná que agrada ao paladar e promove integração e harmonia da equipe, a arma mais poderosa, a INFORMAÇÃO.

A Polícia não pode correr o risco de trabalhar na base do improviso, lançando-se a ermo, atirando no escuro, pronta para ser devorada pelo universo do crime que se encontra aparelhado e muito bem organizado desde um pequeno núcleo, uma singela comunidade na beira da praia , colônia de pescadores, até o um morro estrangeiro, do alemão. Às cegas, tornamo-nos alvos.

Sem informação, é impossível dar o primeiro passo!! Não há o que se fazer a não ser manter nos registros policiais mais uma ocorrência, que vai engrossar a estatística dos fatos noticiados e não elucidados. E com tantos casos sem solução, a credibilidade da Instituição escoa pelo ralo do esgoto.

E o povo, coitado, grita "meu Deeeeeeeeeuuuss"!!! E busca socorro na imprensa de “S.Valera”, registrando o seu BO nos mais populares programas de denúncias, porque ali tem quem faça ecoar o seu problema; porque ali, quando se abre a boca, a terra estremece e a engrenagem do sistema começa a funcionar.

É um tal de liga daqui, chama à responsabilidade os de lá, repita-se os de lá, porque a culpa é sempre dos outros; movem-se os pauzinhos, chama a Polícia, a SUCOM, o Ministério Público, qualquer órgão que seja realmente competente, até que os dali parem de falar, de soltar chispas de críticas que podem incendiar toda uma gestão, com direito a identificação e escracho do Judas. Pronto, tudo resolvido, a paz volta a reinar.

Na faculdade de Direito aprendi que o que não está nos autos não existe, será que não queriam dizer que o que não está na TV, rádio e jornais não existe?

Mas de nada adianta o microfone ou o vozeirão, se a arma poderosa não se fizer presente na imprensa também. A INFORMAÇÃO!! Aí está a zona de intercessão entre a Polícia e a Mídia!

Sim, porque sem essa ferramenta não se escreve o primeiro parágrafo de uma matéria, a não ser que se tenha uma imaginação muito fértil e nenhuma responsabilidade.

Mas, sem responsabilidade não vale. É o mesmo que prender o inocente, e o pior é que a ídia pula todas as etapas do processo e condena no primeiro flash. O sujeito que tem a sua cara estampada na tela nunca mais tem sossego, fica marcado, porque a imprensa estabelece as verdades absolutas, que são reverberadas entre aqueles que nada tinham a dizer, porque pensar dá trabalho, ter opinião é privilégio de poucos e está em extinção, então passam a repetir. E uma mentira repetida mil vezes, como diz o meu pai, vira verdade.

A Polícia e a Mídia andam pegadas. De mãos dadas caminham em direção ao dever para com a sociedade na elucidação dos fatos, no compromisso com a verdade.

Compromisso com a verdade é respeito para com as pessoas, para com a sociedade e principalmente para consigo mesmo, enquanto profissional. Compromisso com a verdade é não se deixar iludir pela fama. É colocar Deus no coração, ter humildade, e vencer a tentação de ostentar poder, por vaidade.

Informação confere poder, muito poder. Por isso a terra estremece quando se chama a Polícia, ou quando se grita ao microfone. Mas sem responsabilidade, nem a Polícia nem a Mídia se sustentam, porque a base, a fundação, aquela estrutura que fica debaixo do chão, com importância muitas vezes esquecida pelas pessoas, chama-se CREDIBILIDADE, sem o que, meus caros, todo o conceito e respeito escoam pelo ralo do esgoto, eu digo mais uma vez.

Acontece que ninguém consegue repetir uma mentira mil vezes, porque as versões mudam a cada instante quando o fato não existiu. Assim, não há mentira que consiga virar verdade. Cada vez que se conta o mesmo conto se altera um ponto.

Então, parabéns aos meus queridos colegas, profissionais de segurança que realizam um trabalho sério e honesto! Parabéns aos meus amigos comunicadores, que têm no compromisso com a verdade o sustentáculo do seu sucesso que certamente se solidificará cada dia mais, até que sejam eternizados na historia da imprensa baiana,

Vamos enaltecer a boa Polícia e a boa Mídia.

E nesse caminho, nada mais resta a dizer senão, muita paz a todos vocês, profissionais de consciência tranquila.

* Patrícia Nuno é delegada de polícia e foi candidata a deputada estadual pelo PMDB.